sexta-feira, 3 de junho de 2011

Agente Rosali do BRASIL LOCAL está no site da ONU

Brasileiras estão no site da ONU porque inspiram mudanças positivas em suas cidades ou comunidades

Doze mulheres têm histórias de vida publicadas no site da campanha End Poverty

24.03.2011 | Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade
Brasileiras estão no site da ONU porque inspiram mudanças positivas em suas cidades ou comunidades

Doze brasileiras estão com suas histórias de vida publicadas no site da campanha End Poverty. Recentemente, a ONU promoveu um concurso de fotografias sobre mulheres que inspiraram mudanças positivas em suas cidades ou comunidades. Elas participaram e agora estão, junto a outras mulheres de todo o mundo, mostrando seus exemplos.


Rosali de Fátima Oliveira Santos, Brasil
by Schirlei Freder, Brasil
Rosali de Fátima Oliveira Santos, a Rose, como é mais conhecida na comunidade onde
mora, superou barreiras e venceu muitos desafios ao longo de sua história pessoal e
familiar. Quando menina ajudava o pai na lida da fazenda no interior do Paraná, foi
professora no litoral paranaense, mãe amorosa teve dois filhos. [read more]
Fixando residência na Borda do Campo, no Município de São José dos Pinhais, passou
pelas dificuldades que muitos migrantes sofrem. Em 2003, vivia numa condição
peculiar de vulnerabilidade quando buscou apoio em um projeto local para receber cesta
de alimentos, e neste projeto teve sua própria realidade transformada. Passou a ser
voluntária nesta ação que além de fornecer cestas de alimentos começou a servir
alimentação para crianças de cinco comunidades próximas. A cada dia seu
envolvimento aumentava, passando a participar como liderança comunitária em alguns
espaços de controle social. Em 2007 liderou a criação de uma cooperativa, com o
objetivo de melhorar as condições de vida de várias mulheres que trabalhavam nas
ações da comunidade.
Suas contribuições na comunidade cresceram ainda mais e atualmente é presidente desta
cooperativa, onde são desenvolvidas ações no meio urbano e rural, ligadas a Agricultura
Familiar e Economia Solidária. Além disso, é agente de desenvolvimento local, ação do
Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal, acompanhando vários grupos
de empreendimentos ligados à Economia Solidária. Coordena também um projeto de
formação para mulheres, ligado à Segurança Alimentar e Nutricional, A Cozinha
Escola. Mulher guerreira, que apesar da dor do luto pela perda do filho, em 2009, busca
no trabalho a força para continuar transformando e melhorando as condições de vida de
inúmeras famílias.

Conheça as outras mulheres

terça-feira, 10 de maio de 2011

Marcos Arruda será mediador no Encontro estadual do CFES

É com grande alegria que comunicamos que o Marcos Arruda será um dos mediadores em nosso 1º Encontro Estadual de Formação para Formadores do CFES 2011!

O Marcos é um grande Economista e Educador que dedicou e dedica grande parte da sua vida aos movimentos sociais e a Economia Solidária. Ele estará vindo para a aula do GAIA/Curitiba. Conseguimos um horário para ele estar no CFES.

Entre os seus livro publicados estão:

1- Tornar Real o Possível – A formação humana integral: economia solidaria, desenvolvimento e o futuro do trabalho.

2- Humanizar o Infra-humano – A formação do ser humano integral: Homo evolutivo, práxis e economia solidaria.

3-Educação para uma economia do Amor.

Solicitamos dele que traga alguns exemplares para vendas, caso alguém tenha interesse.

Outras informações:

Evento: 1º Curso estadual de Formação para Formadores 2011.

Público: 40 Formadores (pessoas que trabalham com formação em ECOSOL ou queiram se comprometer, podendo ser dos 3 segmentos EE – Empreendimentos solidários, EA – Entidade de Apoio ou GP – Gestores Públicos).

Data: 18 a 20 de maio de 2011

Horário: Início às 9h do dia 18/5

Local: CEPAT - Casa do Trabalhador – R João Batista Gabardo, 151 – Bairro: Sitio Cercado – Curitiba PR – Tel. 41 3349 5653 end_of_the_skype_highlighting – email: casadotrabalhador@terra.com.br

Obs.: Despesas com passagens terrestre serão reembolsadas pelo CFES. Critérios: ter conta corrente ou poupança em nome do participante. Informar CPF, banco, nr da agência e conta. O depósito será efetuado após à entrega dos comprovantes das passagens. Não reembolsará despesas com taxi e nem alimentação em transito. O projeto pagará as diárias e alimentação durante o curso.



OBS. Temos 8 dias para o nosso encontro. Pedimos o empenho de todos para o preenchimento das vagas de cada região. Caso não consiga, favor colocar na roda até o dia 12/5 para fazermos a articulação, ok? Vamos considerar as primeiras inscriçoes que chegarem.Temos que enviar a lista para o CFES/Sul com atencedencia.


Esperamos o retorno o mais breve possível.

Abraços

Equipe de Comunicaçao CFES/PR
Edite Faganello - CHD/ATAEPAR
Keiko Sato (ABRAA)
Regina Eliana de Figueiredo - SRTE/MTE

Nota Informativa PL865

Clique no lihk abaixo e saiba os resultados da reunião da Frente parlamentar da Economia Solidária.

http://www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_download&gid=1378


Fonte: FBES

domingo, 8 de maio de 2011

28 deputadas/os assinam a emenda de retirada da PL 865


06 de maio de 2011
por Secretaria Executiva do FBES
Hoje, dia 05/05, foi protocolada a emenda de retirada da Economia Solidária do PL 865, que chega a Comissão de Trabalho com a força da adesão de 28 deputadas/os federais (abaixo relacionadas/os), reafirmando assim a necessidade e a profundidade dos debates a serem feitos nas audiências públicas estaduais e nacional.
A emenda representa a necessidade do movimento em ampliar os debates, de forma pública, em torno do PL, discutindo a pertinência e fusão das políticas de Economia Solidária e de Micro e Pequena Empresa.
A Economia Solidária aponta para outro modelo de desenvolvimento, cujo alicerce é a cooperação, a diversidade étnica e de gênero, a autogestão, a sustentabilidade ambiental, a construção de soluções a partir dos atores no território, ou seja, tem uma identidade, acúmulos e projeto político diferente das políticas de Micro e Pequena Empresa, que normalmente fomentam a lógica da competição, concorrência e individualismo. A Micro e Pequena Empresa é uma forma jurídica, e tem muita gente que participa ou se sente mais identificado com os valores e princípios da Economia Solidária, mas suas políticas não são a mesma coisa que políticas de Economia Solidária.
É preciso aprofundar o debate e dar maior visibilidade às convergências de atores e às diferenças de projeto político. O FBES vai atualizar o seu posicionamento na primeira semana de junho, após analizar e sistematizar os resultados das audiências públicas estaduais e nacional. Este posicionamento será colocado como proposta técnica na mesa de negociação aberta com o Governo Federal, na construção conjunta de uma nota técnica a respeito do PL 865 a ser entregue ao relator Deputado Eudes Xavier.
A emenda de supressão da economia solidaria no PL 865 é fruto, principalmente, da decisão da ampla maioria dos Fóruns, Entidades e Redes que participam do movimento de Economia Solidária, e são parte da estratégia do movimento de construir uma visibilidade e condições para o diálogo transparente e fundamentado, para além simplesmente de pensar o "lugar institucional da Economia Solidária". Ela foi encabeçada pelos deputados Luiza Erundina (PSB/SP) e Padre João (PT/MG).
Essa afirmação do movimento sobre a identidade da Economia Solidária é alicerce e chamado às audiências públicas (nacional – dia 17/05 e estaduais vide http://owa.maristas.org.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://miud.in/GN5), à mobilização no Grito da Terra, ao relançamento da Frente Parlamentar de Economia Solidária (ambos dia 18/05) e à incansável luta até que as orientações da II CONAES sejam seguidas, nossas leis aprovadas, nosso orçamento ampliado e a cidadã e o cidadão brasileiras/os tenham o direito de viver em cooperação, com sustentabilidade e solidariedade.
Deputados signatários da emenda:
Alfredo Sirkis (PV/RJ)
Assis do Couto (PT/PR)
Chico Alencar (PSOL/RJ)
Daniel Almeida (PCdoB/BA)
Domingos Dutra (PT/MA)
Heleno Silva (PRB/SE)
Ivan Valente (PSOL/SP)
Luci Choinacki (PT/SC)
Luciana Santos (PCdoB/PE)
Luiz Alberto (PT/BA)
Luiz Couto (PT/PB)
Luiza Erundina (PSB/SP)
Manato (PDT/ES)
Marcon (PT/RS)
Paulo Pimenta (PT/RS)
Paulo Rubem (PDT/PE)
Padre João (PT/MG)
Pedro Eugênio (PT/PE)
Pedro Uczai (PT/SC)
Rosane Ferreira (PV/PR)
Rubens Otoni (PT/GO)
Ságuas Moraes (PT/MT)
Bala Rocha (PDT/AP)
Vicente Cândido (PT/SP)
Vicentinho (PT/SP)
Waldenor Pereira (PT/BA)
Zé Geraldo (PT/PA)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Estratégia de Audiências Públicas sobre o PL 865 unifica Deputados, o FBES e a SENAES

por Daniel Tygel - Secretaria Executiva do FBES

A segunda reunião da Comissão de Discussão sobre a Política de Economia Solidária e o PL 865/2011, nesta terça-feira dia 26 de abril, teve resultados importantes e em consenso pelos três atores que a integram: a Frente Parlamentar de Economia Solidária, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), e a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES).

O consenso foi de que a negociação a respeito da pertinência de se ter a Política de Economia Solidária dentro do PL 865, que cria a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, deve ser amplamente debatida através de Audiências Públicas Estaduais e Federais.

Segundo Ana Dubeux, representante do FBES na Comissão, até agora houve apenas iniciativas unilaterais de diálogo por parte do movimento, sem garantias reais de que as bases sejam ouvidas para discutir as implicações do PL 865 no futuro da Política de Economia Solidária. Ademar Bertucci, outro representante do FBES, ressaltou que o movimento de Economia Solidária não se opõe aos micro e pequenos empresários, nem quer atrapalhar o andamento do PL 865. Por isso, segundo ele e de acordo com o documento entregue pelo FBES a parlamentares e governo, se não houver amplo e público debate nas bases, é melhor a retirada das atribuições da Economia Solidária do PL 865.

Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária, se colocou inteiramente de acordo, e compartilhou o posicionamento da SENAES: "É preciso averiguar, através das audiências públicas estaduais, se as bases orgânicas do movimento de Economia Solidária e as do movimento de Micro e Pequena Empresa têm condições de estarem juntas no mesmo espaço institucional. Se isso não for possível, por diferenças de fundo político, horizonte estratégico ou outras razões, a SENAES não deve ir. Não queremos ir para uma casa dividida", afirma.

O Deputado Eudes Xavier, presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Economia Solidária, foi enfático ao defender o amplo debate pelas bases. Ele reiterou seu compromisso, enquanto relator do PL na Comissão do Trabalho, de promover as Audiências Públicas nos estados e tê-las como referência para seu parecer. Ele anunciou que já há duas audiências Públicas Estaduais agendadas, na Bahia e no Ceará, em que ele vai participar pessoalmente. "A Frente Parlamentar da Economia Solidária estará em todas as Audiências, representada por mim, pela Deputada Luiza Erundina ou outros Deputados que compõem a Frente". O Deputado Eudes concordou que, se efetivamente o movimento de Economia Solidária, nos debates estaduais, que envolverão também atores do movimento de Micro e Pequena Empresa, perceber que a junção das duas políticas significará um retrocesso ou perda dos acúmulos e identidade do movimento, está pronto a propor, como último recurso, a retirada das atribuições da Economia Solidária do Projeto de Lei. Ele ressaltou, porém, que isso só pode ser feito ouvindo-se o movimento de Economia Solidária e os atores de representação do movimento das Micro e Pequenas Empresas.

A Deputada Luiza Erundina ressaltou a importância do Deputado Eudes Xavier enquanto relator do PL, e sugeriu que o movimento dialogasse com o governo e líderes da bancada do governo ressaltando a necessidade das audiências e da relatoria com o presidente da Frente Parlamentar, pela sua sensibilidade e acúmulos na temática. Ela sugeriu também que a Frente Parlamentar da Economia Solidária seja relançada logo, de modo a dar maior peso político ao processo de audiências pelo país, especialmente pelo compromisso de que a Frente, agora, terá participação mista de Parlamentares e representantes da Sociedade Civil na sua coordenação. Segundo ela, o foco principal não é o lugar institucional em que ficará a política, mas a causa que anima o movimento de Economia Solidária há décadas. "Se houver qualquer ameaça à causa do movimento, não há negociação possível. O importante é preservá-la, acima de tudo, pois ela é o que orienta o movimento para além dos que hoje estão ativos, e constrói a história e horizonte efetivo de transformação social da Economia Solidária.", afirmou a Deputada, concluindo que "a Economia Solidária tem muito a oferecer para este governo, e isso precisa ficar mais visível".

Definiu-se para o dia 18 de maio a data de relançamento da Frente Parlamentar da Economia Solidária, que teve sua gestão encerrada ao final de 2010. Esta data foi escolhida em virtude de ser um momento de mobilização nacional, durante o Grito da Terra, que deverá contar com a vinda de delegações de representantes do movimento de Economia Solidária de todo o Brasil.

Foi marcada uma reunião de um subgrupo da Comissão para discutir no dia 27 as estratégias de ação para dar conta dos acordos lavrados, e também para fazer uma audiência com o Deputado Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara.

O FBES também reafirmou a proposta de Projeto de Lei da Política Nacional de Economia Solidária, construída durante dois anos no Conselho Nacional de Economia Solidária, e que será encaminhado pelo Fórum ao Congresso Nacional através da Comissão de Legislação Participativa nas próximas semanas. "Sabemos o que queremos, através de muitos debates, envolvendo milhares de pessoas, nas 2 conferências, em plenárias, assembléias e consultas do FBES às bases que compõem o movimento de Economia Solidária, e disso não abrimos mão", afirmou Ana Dubeux. Ademar lembrou que o movimento de Economia Solidária é muito mais amplo do que o FBES, e que portanto as Audiências Públicas são uma oportunidade única para fazer um debate que vai além do Pl 865: "precisamos aproveitar este momento para discutir as estratégias da Economia Solidária para apoiar a organização da Economia Popular", disse.

A sala de reunião foi sendo paulatinamente "ocupada" pelas mais de 100 pessoas de todoo Brasil que estavam fazendo uma atividade de panfletagem e trocas solidárias no Congresso Nacional, querendo saber se os encaminhamentos e acordo correspondiam ao manifesto. Na quinta-feira, dia 28 de abril, haverá outro momento importante: o movimento de Economia Solidária será recebido novamente pelo Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em que o mesmo tema será debatido.

O clima é de mobilização por parte do movimento de Economia Solidária, em Brasília e em todo o país.

Fórum Lixo e Cidadania