quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pesquisa aponta que 56% dos paulistanos deixariam a cidade se pudessem

Dados revelam nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida em SP

Uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, divulgada nesta quinta-feira (17), aponta que 56% dos paulistanos deixariam a cidade de São Paulo se pudessem. Os dados pertencem ao Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), que revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida e bem-estar em São Paulo.

O percentual se manteve igual ao da pesquisa de 2012. O número de pessoas que “não sairiam da cidade” cresceu apenas um ponto percentual, subindo de 42% para 43% neste ano.

Em relação à qualidade de vida, 52% dos entrevistados disseram que ficou estável, contra 38% que acreditam que melhorou e outros 10% que consideram que piorou. O número apresenta melhora em relação ao ano passado, que registrou 44% de piora.

A pesquisa também aponta a origem da população da cidade. Ao todo, 42% não nasceram na capital. Desse percentual, 86% nasceram em munícipios de outros Estados brasileiros e 3% em outros países.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Feliz 2013!


"O nosso caminho é feito Pelos nossos próprios passos... Mas a beleza da caminhada... Depende dos que vão conosco! Assim, neste NOVO ANO que se inicia Possamos caminhar mais e mais juntos... Em busca de um novo mundo possísvel, cheio de PAZ, SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR."

Viva a Economia Popular e Solidária!!!

É o que desejamos para todos e todas que acompanham o nosso blog.

Economia Solidária terá reforço de R$ 30,2 milhões

Fonte: MTE
 
Recursos serão destinados a projetos de redes de apoio e de assessoramento técnico no âmbito do Plano Brasil sem Miséria
 
 
A Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), concluiu o processo de seleção das redes de cooperação formadas por empreendimentos econômicos solidários iniciado em outubro. Das 41 entidades que apresentaram propostas, 32 foram selecionadas, incluindo, pela primeira vez, projetos que beneficiam jovens trabalhadores. Os recursos totais, que chegam a R$ 30,2 milhões, serão aplicados até 2015. O foco é a integração dos empreendimentos da Economia Solidária em todo o país. 

O objetivo é fomentar, no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, atividades produtivas, de prestação de serviços, comercialização e de consumo solidário entre trabalhadores, produtores autônomos e familiares com vistas à promoção do desenvolvimento territorial sustentável e à superação da pobreza extrema, explica o diretor do Departamento de Fomento à Economia Solidária da Senaes, Manoel Vital de Carvalho Filho. 

A meta da Senaes é assinar, até 28 de dezembro, convênios para o repasse dos recursos aos projetos de 12 entidades. Desse total, nove são voltadas para o desenvolvimento e assessoramento técnico às redes de cooperação solidária. As outras três entidades desenvolvem atividades de apoio a empreendimentos juvenis, com iniciativas voltadas para a organização de arranjos produtivos, comercialização e assessoria a projetos realizados por jovens trabalhadores. 

Suporte – Um dos principais propósitos das redes de cooperação é dar o suporte necessário à integração entre os empreendimentos da Economia Solidária, assegurando a eles viabilidade operacional. “A existência de um mercado solidário pressupõe a consolidação de uma escala de oferta de produtos e serviços com periodicidade e diversidade. Se um empreendimento permanecer isolado, ele fatalmente enfrentará dificuldades que poderão comprometer sua sobrevivência”, explica Vital.  

A implantação das redes de apoio e de assessoramento à Economia Solidária envolve o fomento às cadeias produtivas e arranjos econômicos territoriais e setoriais. Estão também entre os objetivos o fomento à integração e encadeamento dos diferentes espaços organizativos – produção familiar, associativismo comunitário, centrais de cooperação territorial ou setorial – e o subsídio a processos locais de desenvolvimento de empreendimentos solidários e sustentáveis. 

Alternativa inovadora – A economia solidária vem se apresentando como uma alternativa inovadora de geração de trabalho e renda e uma resposta favorável às demandas de inclusão social no país. Ela compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas de autogestão e redes de cooperação – que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças, trocas, comércio justo e consumo solidário. 

Desde sua criação, em 2003, a Senaes vem elaborando mecanismos de formação, fomento e educação para o fortalecimento da economia solidária no Brasil. Além da divulgação e da promoção de ações nessa direção, desde 2007 a secretaria tem realizado chamadas públicas a fim de apoiar os empreendimentos econômicos alternativos.
 
Assessoria de Comunicação Social MTE
(61) 2031.6537/2430 acs@mte.gov.br

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bolívia não terá Coca-Cola e McDonald's a partir de dezembro

O governo da Bolívia anunciou no último fim de semana que a filial da Coca-Cola no país será retirada em 21 de dezembro. No mesmo dia, o McDonald's deixará de operar após 14 anos de tentativas fracassadas de entrar na cultura boliviana.

O chanceler David Choquehuanca afirmou que a decisão "estará em sintonia com o fim do calendário maia e será parte da festa para celebrar o fim do capitalismo e o começo da cultura da vida".

"O 21 de dezembro é o fim do egoísmo, da divisão. Esse dia tem que ser o fim da Coca-Cola e o começo do mocochinche [suco de pêssego]. Os planetas se alinham depois de 26 mil anos. É o fim do capitalismo e o começo da vida comunitária", disse, em ato com o presidente Evo Morales.

A decisão é argumentada pelo governo pelos males provocados pelo refrigerante à saúde dos consumidores, incluindo associação a infartos, derrames e câncer caso haja consumo diário.

No dia 13, Morales já havia prometido o fim da bebida ao anunciar uma festa em uma ilha no lago Titicaca, na fronteira entre a Bolívia e o Peru, no dia 21 de dezembro, que celebra o fim do calendário maia.

Fonte: Humanos

Movimento de Economia Solidária comemora o Dia Nacional com encerramento da V Plenária Nacional

Por Secretaria Executiva do FBES

O Movimento Nacional da Economia Solidária encerrou nesta quinta-feira (13) a V Plenária Nacional de Economia Solidária, em Luziânia-GO, comemorando também o dia nacional da Economia Solidária (15), com a leitura da carta final da plenária no ato político de encerramento.
O momento contou com a presença de mais de 14 movimentos sociais nacionais, Deputada Erica Kokay representante da Frente Parlamentar de Economia Solidária, Professor Paul Singer pela Secretaria Nacional de Economia Solidária e Ministro Gilberto Carvalho pela Secretaria Geral da Presidência da República. A leitura da carta final da V Plenária foi realizada por Márcia Lima, representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária.
Todos os que participaram deste processo saíram com sua militância e projeto político fortalecido, definindo com consistência e profundidade o projeto político do movimento de economia solidária, além de definições de orientações de ações e sobre organicidade.
 
 
Acesse o vídeo do ato político final em: https://www.youtube.com/watch?v=w9UoaXdqczQ
O ato foi aberto pela grupo Bate Palmas, com uma linda música
Parabéns povo guerreiro
presentes nesta plenária
Nós estamos construindo
uma prática libertária
que se chama economia
economia solidária
(...)

Segundo o professor Paul Singer, que homenageou o evento, destacou que a "economia solidária é uma revolução pacífica porque é democrática, esta plenária inaugura uma nova etapa da economia solidária, rumo aquilo que nós trabalhadores e trabalhadoras queremos".

O Ministro Gilberto Carvalho homenageou os trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária, destacando a caminhada do projeto socialista e trazendo uma reflexão sobre a importância das empresas públicas e a limitação do governo, aonde as riquezas ainda estão a serviço e de posse das elites. "O movimento de economia solidária busca espaço e cria uma nova forma de produção rumo a um novo tipo de economia solidária, vocês são proféticos e precisam do reconhecimento do estado e do governo". Também destacou a luta em 2011 frente ao PL 865, e afirmou que "nós teremos o ministério da economia solidária, há uma grande abertura do governo Dilma para isso", o que foi saldado pelos participantes.

Os movimentos e redes sociais presentes, dentre eles destacamos, o Movimento Indígena, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, Movimento Quilombola, Articulação Nacional de Agroecologia, Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, Articulação de Mulheres Brasileira, Comissão dos Pontos de Cultura, CUT Nacional, Faces do Brasil, Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, Fetraf, Comissão Pastoral da Pesca e Rede Saúde Mental, tiveram sua fala em um lindo cordel construído conjuntamente. Na sequência uma mística com o anel de tucum firmou o compromisso com cada um/a dos presentes, simbolizando o compromisso com a causa, com a vida e a justiça.

As mulheres também realizaram um ato contra o machismo, o capitalismo, a exploração e o patriarcado. E a grande bandeira da economia solidária foi aberta e saudada por todas e todos participantes.

No ato de encerramento final também estiveram presentes as Secretárias de Juventude, de Desenvolvimento Territorial/MDA, de Políticas Especial para as Mulheres, BNDES e Conab.https://www.youtube.com/watch?v=w9UoaXdqczQ

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"A vida é um sopro" - releia entrevista de Oscar Niemeyer à BBC Brasil

Comunista "desde que nasceu", o arquiteto Oscar Niemeyer, morto nesta quarta (dia 5) aos 104 anos , dizia ver o homem como "um ser completamente abandonado", e que entendia a vida como "um sopro, um minuto" - justificando assim sua falta de interesse pelo dinheiro.

Essas afirmações foram feitas durante uma entrevista a Isabel Murrey, da BBC Brasil, em 2001, por conta do aniversário de 41 anos da construção de Brasília. Niemeyer falou sobre arquitetura, Brasília, sua relação com o ex-presidente Juscelino Kubitschek, comunismo e carreira. Disse que gostaria de ser lembrado não como uma pessoa famosa, mas como alguém que passou pela Terra como todos os outros.

Pergunta: Como foi a criação de Brasília?
Oscar Niemeyer - Brasília começou na Pampulha (conjunto arquitetônico de Belo Horizonte), em 1938. Nessa ocasião, fui chamado para fazer o conjunto da Pampulha, e durante três anos trabalhei com (o ex-presidente) Juscelino (Kubitschek) lá. Foi o primeiro trabalho que ele realizou como homem público e também meu primeiro trabalho como arquiteto. Na Pampulha eu comecei essa arquitetura que mais me agrada, mais livre, mais ligada à curva, mais emocional, procurando a invenção arquitetônica.
E como a Pampulha fez muito sucesso, tempos depois, quando resolveu fazer Brasília, Juscelino foi me procurar na minha casa nas Canoas. Ele me contou que iria construir a nova capital, que seria uma cidade fantástica, que tinha que fazer tudo em três anos, e a coisa começou... A primeira vez que ele foi a Brasília, eu fui junto, de avião, com os ministros dele. E eu fiquei espantado, achei longe demais, o fim do mundo. E realmente quando começaram os trabalhos e tive que ir para Brasília, era uma solidão terrível. A gente não tinha comodidade nenhuma para viver, ficava nuns barracões de zinco. Mas havia entusiasmo, vontade de fazer a coisa. E Juscelino se empenhava, estava presente.
O sonho de Juscelino, que Brasília levasse o progresso ao interior, se realizou. Outro dia fui a Goiânia e vi. Essa cidade durante a construção de Brasília era um arrabalde, uma cidadezinha qualquer, hoje é uma cidade grande, com progresso, prédios grandes, parques, cinema, tudo. É que a ideia de levar o progresso para o interior realmente se realizou. Agora o resto é que Brasília foi um momento de entusiasmo, de otimismo, e isso foi muito bom pra nós. E ficou essa idéia, que pela primeira vez se fez uma cidade em três anos. Deu uma idéia ao povo brasileiro que nós podemos fazer qualquer coisa.
 
Pergunta: Quanto o senhor ganhou para fazer Brasília?
Oscar Niemeyer - Eu ganhava em Brasília salário de funcionário. Então eu fechei meu escritório e Brasília só me deu prejuízo. Uma noite, durante os trabalhos, Juscelino me ligou e disse "Niemeyer, você está ganhando muito pouco, eu quero que você faça os projetos do Banco do Brasil e do Banco de Desenvolvimento Econômico pela tabela do Instituto de Arquitetos". Eu disse: "Não, não faço. Sou funcionário, não faço trabalho que não seja os que tenho que fazer aí mesmo." E esse foi o clima sob o qual Brasília foi feita - de muito entusiasmo, de muito desinteresse por dinheiro.

Pergunta: Se Brasília fosse construída hoje, o que seria feito diferente?
Oscar Niemeyer - Ah, não sei... Se tivesse mais tempo seria diferente, ela foi feita às pressas. Talvez eu propusesse fazer somente os prédios governamentais e hotéis. Porque quando chegou nessa fase de fazer a cidade, com ruas e tudo, a arquitetura se desmereceu um pouco. Mas ficou esse exemplo. Quem quiser criticar Brasília, tem poucos argumentos. Primeiro, porque foi fantástico construir uma cidade em três anos. E segundo porque quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso - invenção.

Pergunta - Que importância teve o arquiteto francês Le Corbusier no seu trabalho?
Oscar Niemeyer - Acho que ele foi um arquiteto muito importante. Mas a minha arquitetura foi diferente, muito diferente da dele. A dele era mais pesada, predominância do ângulo reto... Acho que a única influência que eu tive dele foi no dia que me disse: "Arquitetura é invenção". E isso eu tenho tomado como norma quando faço um trabalho. A preocupação é fazer diferente.

Pergunta - O senhor ainda é comunista?
Oscar Niemeyer - Eu nasci comunista. Meu avô foi ministro do Supremo Tribunal por muitos anos. Quando ele morreu, só ficou a casa em que morávamos, hipotecada. Por isso tenho muito respeito pelo meu avô Ribeiro de Almeida, porque ele foi um sujeito importante na vida pública, mas morreu teso. Eu não dou a menor importância a dinheiro. Nem à própria vida. A vida é um sopro, um minuto. A gente, nasce, morre. O ser humano é um ser completamente abandonado...

Pergunta - Não é anacrônico, no ano 2001, continuar com idéias comunistas?
Oscar Niemeyer - Não. O ridículo é criticar isso. Porque a idéia do comunismo está lá. Existe, foi criada por Lênin, por Stalin. Transformaram matéria de mujiques (camponeses russos) na segunda potência, foram à Lua, venceram a guerra... Quem venceu a guerra não foram os americanos, foram os comunistas, foi o Exército de Stalin que reagiu. Essa ideia está no coração do povo soviético. O comunismo que vai vir depois não é esse comunismo que alguns dizem que vai ser diferente. É o comunismo dos que conheceram um período de mais apoio, de ter sua casa, num clima mais plural, esse é o regime que eles querem.
Não quero discutir Stalin. Eu acho que quem pode dizer se Stalin foi bom ou ruim é o povo soviético. Há pouco tempo esteve em meu escritório um homem que está lutando pela volta do comunismo. Quando o vi muito desenvolto, eu perguntei "E Stalin?". Ele disse: "Estamos de acordo com tudo o que ele disse e que ele fez". Mas esse negócio de Stalin não é comigo. Só tenho a ver com a vida brasileira, com o povo brasileiro. Não acredito em globalismo (globalização), não acredito em nenhuma dessas invenções dos americanos. Só acredito que eles querem invadir a Amazônia. O homem não consegue viver como devia viver, solidário, nesse espaço tão curto que a gente tem para passar por aqui, sem pedir a ninguém e com tanto problema.

Pergunta - O tema das curvas é sempre recorrente em suas obras...
Oscar Niemeyer - A curva no concreto surge naturalmente. Se você tem que vencer um espaço grande, a curva é a solução natural que o concreto armado pede. E o mundo é cheio de curvas. Até já fiz um verso elogiando as curvas...

Pergunta - Como o senhor quer ser lembrado - como o arquiteto de Brasília?
Oscar Niemeyer - Como um ser humano que passou pela Terra como todos os outros - que nasceu, viveu, amou, brincou, morreu, pronto, acabou!